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Eu defendo uma tese de que 100% das mazelas desse país são culpa da justiça brasileira. Tudo… os problemas sociais, a cultura do ‘levar vantagem’, a àversão aos políticos, os políticos, … foi originado na ineficiência da justiça brasileira.

Quando eu falo de justiça eu falo do terceiro poder, dos juizes, desembargadores, promotores, etc.

Porque eu penso isso? Porque todos os problemas do Brasil e dos brasileiros são decorrentes da impunidade ou da morosidade da justiça.

Ontem eu assisti à uma entrevista com o José Dirceu na TV. Vou usar a história recente do José Dirceu pra ilustrar o que digo.

Eu não sei se o José Dirceu é corrupto ou não. Se ele cometeu crime ou não. Isso também não importa para ilustrar o que eu digo. Quem determinará se o José Dirceu é culpado ou inocente dos crimes pelos quais ele está sendo acusado é a Justiça. Só ela!

É assim em todos os países democráticos do mundo. Só à justiça cabe a prerrogativa de inocentar ou condenar alguém. Não cabe a mim, nem a você, nem à Folha, nem à Veja fazer isso.

Pois bem… Se o José Dirceu é culpado porque ele ainda não foi condenado? Já se passaram 5 anos desde o ocorrido. Cinco anos! Quantos crimes semelhantes podem ter acontecido nesse intervalo de tempo por outras pessoas que viram isso acontecer?

E outra situação ainda pior… E se o José Dirceu for inocente? Ele teve a sua vida política destruída. Foi tratado como chefe de quadrilha, etc, etc por 5 anos! E se no ano que vem (segundo ele, na entrevista, o caso dele será julgado no ano que vem), ele terminar inocentado das acusações? Quem vai restituir a reputação dele?

Hoje no Twitter sugeriram que “empresários não poderiam ser políticos porque há conflito de interesses”. Sabe o que é isso? Uma tentativa de antecipar e prevenir possíveis problemas de conflito de interesse no caso de um político-empresário favorecer a sua empresa em licitações.

Porque essa reação da população? Porque eles sabem que se descobrirem que esse favorecimento aconteceu nada acontecerá com o criminoso. Fé na impunidade. Culpa da justiça!

Então vejam: por conta dessa “Fé na impunidade” o brasileiro adora criar mecanismos que visam “prevenir-se contra a corrupção”. É a idéia do tal “Ficha Limpa” e de todo o arsenal burocrático que exige dezenas de certidões-carimbadas-em-cartórios para participar de um pregão eletrônico do governo.

Se a justiça brasileira funcionasse adequadamente e punisse a corrupção rapidamente o brasileiro não precisaria mais desse tipo de medida “preventiva” porque a certeza da punição trabalharia como o melhor sistema de prevenção contra a corrupção do país.

Políticos condenados já não podem se candidatar. Essa lei já existia. Se a justiça funcionasse corretamente não seria necessário o Ficha Limpa.

E não adianta vir com a história de que a justiça só segue o que está na lei que isso não é verdade. Eles tem uma margem à interpretação bem grande pra trabalhar com a lei e, no Brasil, a gente tem lei pra tudo. Nenhuma legislação do mundo é perfeita e nem por isso a impunidade é generalizada como aqui no Brasil.

Copy & Paste on Mac OS X11

Remember: Before use Copy&Paste on Inkscape Disable X11→Preferences→Pasteboard→Update CLIPBOARD when Pasteboard changes

Apple Developer

Muita gente tem odiado a Apple. Muita gente tem amado a Apple. Eu mesmo tenho uma relação dúbia com os produtos dela. Sou feliz proprietário de um Macbook e não vejo a hora de trocá-lo por um outro mais novo. Foi a melhor aquisição “computadorística” que fiz desde quando comprei um MSX (na verdade foi meu pai que comprou :D).

Mas no mundo ‘mobile’ a Apple tem feito coisas que não parecem boas para os desenvolvedores mas que certamente são boas para a Apple (ao menos no curto prazo).

Aqui no meu Macbook eu ainda posso desenvolver o que quiser, do jeito que eu quiser, quando eu bem entender e vender do jeito que eu achar melhor. Se isso mudar no futuro é óbvio que eu volto a usar Linux (Windows também não, né?). Até lá, me desculpem, mas o Ubuntu e o Mark vão ter que tomar muito toddynho até ter um produto de qualidade equivalente.

Mas o que eu quero falar nesse artigo é sobre o que eu penso que pode acontecer com as crianças e jovens dessa geração se esse tipo de postura da Apple se tornar um “padrão da indústria”.

Sou desenvolvedor desde os 9 anos de idade. Usei e aprendi a programar num clone do Apple ][ (TK-3000 da Microdigital e um Exato Pro da CCE). Vivi a era dos 8bits em sua plenitude. Sabia “tudo” do meu MSX e “quase tudo” dos computadores Apple. De instruções Assembly à pinagem de alguns CIs.

Isso foi importante na minha vida. E garanto que quem viveu as mesmas coisas naquela época ainda reverencia o que fazíamos ali. Essa época criou uma geração inteira de garotos capazes de abstrair conceitos, dividir um problema grande em problemas menores e a resolvê-los usando o raciocínio lógico.

O que aconteceria se a gente conseguisse reproduzir, para os nossos jovens de hoje, um ambiente similar ao daquela época mas com um hardware muito mais poderoso?

Pode ser que nem todos os jovens fossem se tornar desenvolvedores no futuro (na verdade isso seria péssimo) mas acho que raciocínio lógico, resolução de problemas e abstração são qualidades úteis para o exercício de qualquer tarefa. Certamente são muito mais úteis que escrever miguxês ou plantar batata no Colheira Feliz.

O Cory Doctorow aborda bem esse tema em um artigo no BoingBoing.

E isso nos trás de volta à Apple e aos termos sob os quais os seus produtos vêm sendo vendidos e disponibilizados para os desenvolvedores.

Máquinas seladas que são construídas de forma a ir totalmente contra as idéias dos construtores. Plataformas de desenvolvimento oferecidas somente a quem se dispuser a entregar sua alma. Proibições e permissões arbitrárias sob o direito de usar os seus produtos, etc.

Observando exclusivamente por essa ótica chegamos à conclusão de que Steve Jobs está negando o direito que ele e o seu ex-sócio Steve Wozniak tiveram de dominar de verdade os computadores. Obviamente isso me entristece.

Por outro lado tem a visão do John Gruber de que tem jovens desenvolvendo coisas bacanas para essas plataformas da Apple mesmo debaixo dessas limitações impostas. O Carlos Cardoso também comenta sobre um aspecto bacana dessa postura da Apple.

No mundo as coisas não são sempre brancas ou pretas, certas ou erradas ou bandidos ou mocinhos. Eu não acho que o excesso de medidas da Apple seja o ideal mas ao mesmo tempo eu entendo algumas das razões pelas quais eles agem desta forma.

Empresas são empresas e precisam dar lucro. Precisam aumentar a sua participação no mercado. Precisam “amarrar” (fidelizar não existe :D) os seus clientes de uma ou de várias maneiras.

A Apple também tem uma proposta clara e inequívoca desde que o primeiro Macintosh foi lançado: popularizar a tecnologia oferecendo alternativas de altíssima qualidade e fáceis de serem usadas por qualquer um. Sempre que eles desviaram disso se deram mal.

Por outro lado a figura do “Desenvolvedor de Software”, pra eles, nunca passou de um “mal necessário”. Freqüentemente os responsáveis por estragarem os seus produtos.

O pior é que isso é verdade. É duro, como desenvolvedor, admitir que eles tem razão.

Vamos a alguns casos práticos:

  • Levanta a mão quem nunca viu o seu navegador “capotar” ao abrir uma página com Flash? Achava que era problema no Safari, mas o mesmo acontecia no Firefox. O meu E71 (que roda Flash!) reboota 50% das vezes que abre uma página com Flash. Porque uma empresa que prima pela qualidade permitiria que seu celular ficasse desligando por conta de bugs no software dos outros?
  • Só quando a gente trabalha com desenvolvimento pra dispositivos móveis, como eu fiz, você percebe como é fácil acabar com a bateria de um celular com um código não-tão-bom-assim. Esse problema já foi arrumado, mas na plataforma Maemo a comunicação interprocesso era feita com o D-Bus. Sempre que uma mensagem era enviada via D-Bus ele ‘acordava’ todos os processos do dispositivo para entregar a mensagem. A CPU aumentava o clock, o consumo aumentava e o resto vocês já sabem. Porque você deve permitir que os desenvolvedores usem as APIs do seu aparelho de qualquer jeito se isso pode fazer com que a duração da bateria fique prejudicada?
  • No livro “A Cabeça de Steve Jobs” tem uma história que conta que o Steve Jobs queria que o primeiro Macintosh fosse feito completamente selado. A razão? A experiência deles com o Apple ][ mostrava que existia muitas placas de terceiros que, por serem mal feitas, causavam problemas em todo o sistema e geravam suporte para a Apple. A proposta do Macintosh não era atender a hackers. Os Macs não vieram selados, mas quando vi abrirem um na Conectiva deu pra ver que precisava de uma chave Philips um tanto… comprida.
  • Eu consigo navegar pela Internet à procura de pacotes .sis(x) pro meu E71 sem nem olhar pra tela do computador. Consigo até compilar um .sis(x) a partir do código fonte. Também consigo apertar em “Yes, Agree, Ok, Yes Again, I’m Sure, Ok, …” para instalar um programa nele. Mas peça pro seu pai fazer isso. Peça pra algum amigo seu, da sua idade, mas que não trabalhe com tecnologia fazer isso. Peça pro seu filho instalar um .sis(x) hospedado no Google Code. Entenderam o ponto? A Apple ofereceu um jeito fácil para todos fazerem isso e só quem trabalhou numa distribuição Linux e tentou criar um repositório “contrib” sabe que, para que as coisas funcionem bem, é necessário um certo controle. O da Apple é grande demais, mas os números mostram que tem funcionado mesmo assim.
  • O iPhone OS 4 tem suporte a multitarefa (pelo que eu li ainda é ‘limitado’) mas a ausência dela até o momento foi explicada com argumentos técnicos: consumo de bateria; um processo rodando em background consumindo muitos recursos e interferindo no funcionamento de outro (o navegador do E71, em background, tornando o uso do TwitS60 impossível); etc. Também tem as explicações de usabilidade: a presença de um gerenciador de tarefa, um processo travado, matar processo, etc. e tudo isso usando somente os dedos.
  • A Apple não lança produtos prontos. Ela lança produtos com o que está pronto. Essas restrições e limitações podem cair por terra no futuro.

Esses são alguns casos práticos que justificam a postura da Apple. Não se pode negar que eles são um tanto arrogantes demais colocar a culpa dos problemas em todos que não sejam eles, mas todos já sabiam que o Jobs é arrogante.

Como desenvolvedor e “hacker-wannabe” eu não gosto dessas restrições mas se eu fosse um cliente “comum” da Apple estaria bem feliz por ter uma empresa zelando tão bem da minha experiência com seus produtos.

Onde essas restrições não existem (meu Macbook) é possível apreciar a qualidade dos produtos Apple. Já para o meu filho eu já acho que um Arduino seria bem mais útil.

Update: O pessoal da 37signals acrescentou alguns pontos interessantes à essa discussão.

[link] Tinkerers Sunset

Link: Tinkerers Sunset

I’m glad the Apple ][+ came with schematics for the circuit boards. I’m glad it encouraged a generation of kids to tinker and explore. I’m also glad that I don’t live in the F*!king ’70s and have to type in programs from a magazine anymore.

Joel Johnson, Gizmodo (via uptonic)

#forapt

sarcasmo (sar.cas.mo) sm (lat sarcasmu) 1. Ironia ou zombaria mordaz e cruel. 2. Figura de retórica, que consiste em empregar esta espécie de escárnio para afrontar ou ofender pessoas ou coisas.

Recebi esse artigo via Google Reader e resolvi comentá-lo.

Eu também estou insatisfeito com a posição política do Brasil.

Acho um absurdo esse monte de pobre saindo de baixo da linha de pobreza. Também acho que eles deveriam mesmo era continuar andando de ônibus para não atrapalhar o trânsito de pessoas que, como eu, podem ter um carro.

Esse negócio de ajudar as pessoas a adquirirem moradia própria e forçar essas pessoas a ficarem pagando financiamento da casa delas durante uma vida inteira. Coitados.

E o vale esmola? Então eles querem me f*der de tanto pagar imposto pra ficar dando dinheiro pra esse bando de gente? Veja: eles são pobres porque não trabalham e não trabalham porque não estudam. A vida é assim mesmo.

E a corrupção? Até pra serem corruptos foram incopetentes! Na época do FHC, o Azeredo e o Marcos Valério não eram pegos assim tão facilmente. O Sérgio Motta e o Daniel Dantas… um deles morreu sem nunca ter sido pego. O outro tem um ministro do STF (escolhido por FHC?) que trabalha como advogado de defesa!

O FHC é tão melhor que o Lula que até conseguiu mudar a constituição para garantir sua reeleição sem que ninguém da imprensa fosse contra!

É um absurdo a gente ter um presidente que é burro, não sabe falar e precisa que alguém faça a tradução até mesmo de frases supersimples como: “This is my man, right here. I love this guy.” ou “…the most popular politician on Earth … his good looks.”

Aliás, por não ter tido oportunidade de estudar e mesmo assim ter chegado à presidência da república, é um contrasenso ele ficar investindo a quantidade de dinheiro que investe em educação. Ter reaberto e criado as escolas técnicas que o FHC tão inteligentemente havia extinto.

Na condução da economia eles fizeram a idiotice de dar crédito barato pros pobres se endividarem. E só por sorte conseguiram fazer com que o Brasil fosse um dos países que menos sofreram durante a crise econômica mundial.

A incompetência é tão grande que durante esse período a gente cresceu menos que a Índia e a China! Mesmo considerando que lá eles usam mão de obra escrava e forçam uma desvalorização cambial, é um absurdo.

Quando o assunto é privatização o PT mostra a sua incompetência e perde a oportunidade de ganhar muito mais dinheiro “vendendo” (na verdade é concessão) as rodovias para as empresas que cobram menos pedágio e não para as que pagam mais!

Isso é uma droga. Pedágio tem que ser caro igual aos das rodovias privatizadas na era FHC porque só quem tem dinheiro poderia viajar e não teríamos congestionamento sempre que quiséssemos passar um fim-de-semana prolongado no litoral.

E essa Dilma! Ela é terrorista! O grupo que ela fazia parte assassinou diversos pais de família que apoiavam os militares que estavam no governo daquela época.

E é mentirosa também! Até hoje ela não conseguiu explicar onde que a Lina perdeu a agenda dela! Ela mesma admitiu publicamente que “mentia muito” enquanto estava sendo torturada nos porões do regime. Tá aí: quem mente recebendo choque e apanhando mente sempre.

Por isso eu digo: vou votar no Serra. Do PSDB. O cara que melhorou muito a vida dos paulistas e paulistanos. Concluiu o rodoanel mesmo depois da viga ter caído em cima das pessoas, deu andamento às obras do metrô mesmo tendo uma estação inteira sendo soterrada levando alguns infelizes a morrer. Além disso ele, junto com o seu amigo Kassab, deram resposta bem rápida aos problemas das enchentes em SP.


Serra é tão famoso que participou até do seriado Os Simpsons.

O Serra é inteligente. Tem mestrados, doutorados, MBAs(?) e fala inglês. Ele não é perfeito mas é o menos pior entre as opções: Marina Silva, que só quer cuidar da educação dos pobres e do meio ambiente; Dilma, que é uma terrorista mentirosa apoiada pelo burro mor; ou Ciro Gomes que é só mais um ‘paraíba’ como o Lula.



Enfim… Cansei.

Desafios e Desafio #1

Sempre gostei de desafios do tipo ‘quebra-babeça’ que podem ser feitos com um lápis/caneta e um pedaço de papel qualquer.

Conheço uns bem legais, frequentemente encontro alguns desafios novos e vou começar a postá-los aqui pra outras pessoas que também gostam desse tipo de brincadeira.

Se você conhecer algum desafio que siga essas linhas, deixe um comentário com a dica que eu coloco ele aqui com os devidos créditos.

No fim do ano o colaborador mais ativo (que enviar mais desafios) ganha um jogo criativo da Gemini da escolha do ganhador.

O desafio de hoje é o seguinte:


O objetivo é ligar os números iguais sem que nenhuma linha cruze com a outra.

A resposta está no vídeo abaixo (áudio em inglês):

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Pessoal,

Para cumprir a promessa que fiz a mim mesmo, caso o meu projeto tivesse sido aprovado no programa PRIME da FINEP, estou publicando uma versão editada da proposta detalhada enviada. Fiz essa promessa porque acho que ela seria muito útil para quem pretende elaborar projetos para a FINEP e porque senti falta de referências sobre como fazer isso que eu fiz.

Os arquivos estão publicados no Google Docs.

Essa versão não tem as seguintes informações:

  • Dados documentais – CNPJ, endereço, CPF, RG, …
  • Nomes/cargos/curriculum de todos os sócios – coloquei somente o meu
  • Dados financeiros – essa parte eu não podia publicar mas já adianto que usei o conteúdo do livro Plano de Negócio Passo a Passo do Adonai do José Lacruz para desenvolvê-la. O livro é ótimo: pequeno, simples, direto ao ponto e a parte financeira é bem prática.
  • Prazos – não foram detalhados, mas totalizam 12 meses obrigatórios.

Não é um projeto perfeito e, lendo ele recentemente, percebi várias inconsistências na parte do cronograma de implantação. As dicas que dou para quem for elaborar um projeto:

  • Consistência, consistência, consistência.
  • Foco no aspecto inovador da sua proposta.
  • Atenção à redação. Erros de português podem arruinar todo o teu trabalho.
  • Fundamente o máximo de informações da proposta apontando a origem dos dados.
  • Seja simples, suscinto, direto ao ponto.
  • ‘Tenha dó’ do avaliador. Não embrome.
  • Coloque as principais informações logo no primeiro parágrafo de cada seção.
  • Não enfeite muito. Sequer ‘formate’ o texto. A proposta é enviada via sistemas medonhos da própria FINEP.
  • Envie a proposta para pessoas que possam opinar.
  • Revise antes de enviar.
  • Revise mais uma vez.
  • Observe os pesos de cada critério listados no edital.

Por fim eu quero colocar aqui um pedido: envie e use essas linhas de subvenção econômica da FINEP para realizar projetos que realmente são inovadores e que possam trazer algum tipo de retorno ao nosso país.

Esse dinheiro aí não surgiu do nada. Ele vem do suado dinheiro dos impostos pagos pela população (e sabemos que pagamos bastante imposto) para que você devolva à sociedade um produto/serviço inovador que direta ou indiretamente irá melhorar a vida de todos.

Não queira obter esse dinheiro porque é ‘um dinheiro fácil’. Não queira ser um ‘esperto’ porque desta forma você pode conseguir o dinheiro às custas de um bom projeto que, futuramente, te daria mais retorno.

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John carpenter’s Assault on Precinct 13 — Bomb the Bass’ Megablast and Xenon 2 Atari ST

Eu era um jovem que programava em BASIC no MSX. E também adorava música. Música eletrônica.

Na época que LP era presente de Natal, por conta do preço, eu ganhei o House & Remix Internacional. O 3 em 1 velho lá de casa já tocava sozinho o disco.

Kon Kan, Noel, Pajama Party, Erasure, Depeche Mode e Ten City

Kon Kan, Noel, Pajama Party, Erasure, Depeche Mode e Ten City.

E detalhe: o esquema era levar um colchão pra sala, colocar uma caixa de som de cada lado da cabeça e colocar o volume no máximo possível que não causasse distorção. HeadPobre.

Como disco era artigo de luxo, o esquema no bairro era cada um pedir um diferente do outro pra poder rolar troca depois.

Então eu escutei Sigue Sigue Sputnik, Kraftwerk, mais Kraftwerk, … e… Bomb the Bass. Mais especificamente o Into the Dragon.

Sigue Sigue Sputnik, MSX, Atari, tudo de bom...
Sigue Sigue Sputnik, MSX, Atari, tudo de bom…

Cara, o que era aquele disco… e a capa? Animal… (aliás, o que mais gosto de LP é que as capas são grandes e eram bem desenhadas… quase uma segunda obra de arte).

Aí o avô do marquim trouxe um rádio portátil com CD do Japão! Não saia da casa dele mais. A gente ia na locadora de CD da cidade de bicicleta (e deixava no estacionamento cheio de carro importado e caro), e alugava de tudo. O principal era a série Bolero Mix que ia do 1 até o infinito.

Mas certo dia chegou lá o CD Unknown Territory do Bomb the Bass. Lembro que, na época, não achei tão legal quanto o Into The Dragon, mas mesmo assim gravei e escutei até ‘gastar’.

… anos depois …

Os CD players se popularizaram um pouco mais e a locadora de CD estava passando por dificuldades financeiras. Resolveu se desfazer do acervo ‘catálogo’ deles e ficar só com os ‘lançamentos’.

Cheguei lá e, por cima do balaio, estava o Unknown Territory. Não lembro quanto paguei, mas acho que não foi mais que o valor de 2 passagens de ônibus (circular).

O encarte desse CD está comigo até hoje. Ela tem dois índios brasileiros. O CD foi roubado junto com outras ‘raridades’ que eu tinha. Eu tenho os MP3 do CD pra escutar mas ainda hoje tenho vontade de recomprar esse CD.

O vídeo? A trilha sonora desse filme forneceu a ‘baseline’ do hit Megablast (Into the Dragon), música usada no jogo Xenon 2 Megablast que eu vi rodando num Amiga depois de muito tempo.

O link do vídeo chegou pelas mãos do @eduardomacan.

Desde que saí do melhor-emprego-do-brasil lá no INdT, estou me aventurando no mundo do empreendedorismo.

A minha empresa é a Triveos e o meu plano, ao criá-la era o de prestar serviços e consultoria em desenvolvimento de software e com o dinheiro obtido com essa atividade investir no desenvolvimento de uma Webapp para gestão de micro e pequenas empresas.

Mas, como já diz o chavão, empreender não é fácil. E não digo que no Brasil seja muito mais difícil como dizem (isso vale outro post).

Mas aos trancos-e-barrancos a empresa está funcionando, o projeto em questão foi aprovado no programa PRIME da FINEP e até estamos trabalhando em um projeto-rápido, em paralelo, para garantir uma fonte de receita rápida e garantida que nos ajude no desenvolvimento do projeto principal.

Bom… agora que estamos todos ‘contextualizados’, vamos para o assunto principal.

No dia-a-dia da Triveos nós costumamos ter “idéias” interessantes para novos projetos. Eu anoto rapidamente essas idéias em fichas pautadas e as deposito no arquivo “Maybe Someday” de projetos.

Uns meses atrás eu tive a idéia de um produto relativamente simples de ser implementado e que permitiria a empresas construirem um ‘workflow’ para operacionalizar as suas relações com as redes sociais (no caso o Twitter).

Uma empresa poderia, então, ter várias pessoas trabalhando em nome da empresa nas redes sociais mas tudo ainda poderia ser ‘revisado’ antes de ir ao ar.

Assim… fazer um produto-mínimo-viável disso, em Python/Django e rodando no GAE não levaria mais do que 2 semanas de um desenvolvedor.

Uma idéia boa (eu acho), simples (como são as melhores idéias) e fácil de ser implementada. Uma idéia dessas parece valiosa, não? Só parece.

Ter tido essa idéia e anotá-la não ajudou ninguém nem rendeu nada (dinheiro, fama, sucesso, mulheres, etc).

Se eu tivesse trabalhado nessa idéia, um pouquinho todo dia, e colocasse ela no ar eu teria ganhado ao menos uma coisa: experiência, aprendizado. Também poderia ajudar empresas que tem esse tipo de problema e, com isso, faturar um cascalho.

E com o tempo foi isso o que aconteceu. Mas não comigo. O pessoal da Kingo Labs criou o http://trmanager.com.br que, na essência, faz a mesma coisa que pensei quando tive a tal idéia (mais funcionalidades extras).

A Kingo Labs “roubou” a minha idéia? No way. A única ‘testemunha’ que tenho é o meu sócio na Triveos. Só com ele eu falei sobre essa idéia.

Isso também pode ser usado pra afirmar que ter idéia é “fácil pra caramba” (parafraseando a propaganda da Embratel). Aliás, quando você está trabalhando num projeto, as idéias são tantas que chegam a atrapalhar o trabalho.

O valor de uma idéia é, então, obtido com a fórmula:

Valor = Idéia x Execução1

Se entre os programadores (do mundo Linux) a frase “Talk is cheap, show me the code” faz sentido, no mundo das idéias ela também faz.

1 Já vi a palavra Inovação no lugar de Valor, mas a palavra Inovação anda muito desgastada ultimamente.

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