Archive for março, 2010


Sempre gostei de desafios do tipo ‘quebra-babeça’ que podem ser feitos com um lápis/caneta e um pedaço de papel qualquer.

Conheço uns bem legais, frequentemente encontro alguns desafios novos e vou começar a postá-los aqui pra outras pessoas que também gostam desse tipo de brincadeira.

Se você conhecer algum desafio que siga essas linhas, deixe um comentário com a dica que eu coloco ele aqui com os devidos créditos.

No fim do ano o colaborador mais ativo (que enviar mais desafios) ganha um jogo criativo da Gemini da escolha do ganhador.

O desafio de hoje é o seguinte:


O objetivo é ligar os números iguais sem que nenhuma linha cruze com a outra.

A resposta está no vídeo abaixo (áudio em inglês):

Pessoal,

Para cumprir a promessa que fiz a mim mesmo, caso o meu projeto tivesse sido aprovado no programa PRIME da FINEP, estou publicando uma versão editada da proposta detalhada enviada. Fiz essa promessa porque acho que ela seria muito útil para quem pretende elaborar projetos para a FINEP e porque senti falta de referências sobre como fazer isso que eu fiz.

Os arquivos estão publicados no Google Docs.

Essa versão não tem as seguintes informações:

  • Dados documentais – CNPJ, endereço, CPF, RG, …
  • Nomes/cargos/curriculum de todos os sócios – coloquei somente o meu
  • Dados financeiros – essa parte eu não podia publicar mas já adianto que usei o conteúdo do livro Plano de Negócio Passo a Passo do Adonai do José Lacruz para desenvolvê-la. O livro é ótimo: pequeno, simples, direto ao ponto e a parte financeira é bem prática.
  • Prazos – não foram detalhados, mas totalizam 12 meses obrigatórios.

Não é um projeto perfeito e, lendo ele recentemente, percebi várias inconsistências na parte do cronograma de implantação. As dicas que dou para quem for elaborar um projeto:

  • Consistência, consistência, consistência.
  • Foco no aspecto inovador da sua proposta.
  • Atenção à redação. Erros de português podem arruinar todo o teu trabalho.
  • Fundamente o máximo de informações da proposta apontando a origem dos dados.
  • Seja simples, suscinto, direto ao ponto.
  • ‘Tenha dó’ do avaliador. Não embrome.
  • Coloque as principais informações logo no primeiro parágrafo de cada seção.
  • Não enfeite muito. Sequer ‘formate’ o texto. A proposta é enviada via sistemas medonhos da própria FINEP.
  • Envie a proposta para pessoas que possam opinar.
  • Revise antes de enviar.
  • Revise mais uma vez.
  • Observe os pesos de cada critério listados no edital.

Por fim eu quero colocar aqui um pedido: envie e use essas linhas de subvenção econômica da FINEP para realizar projetos que realmente são inovadores e que possam trazer algum tipo de retorno ao nosso país.

Esse dinheiro aí não surgiu do nada. Ele vem do suado dinheiro dos impostos pagos pela população (e sabemos que pagamos bastante imposto) para que você devolva à sociedade um produto/serviço inovador que direta ou indiretamente irá melhorar a vida de todos.

Não queira obter esse dinheiro porque é ‘um dinheiro fácil’. Não queira ser um ‘esperto’ porque desta forma você pode conseguir o dinheiro às custas de um bom projeto que, futuramente, te daria mais retorno.


John carpenter’s Assault on Precinct 13 — Bomb the Bass’ Megablast and Xenon 2 Atari ST

Eu era um jovem que programava em BASIC no MSX. E também adorava música. Música eletrônica.

Na época que LP era presente de Natal, por conta do preço, eu ganhei o House & Remix Internacional. O 3 em 1 velho lá de casa já tocava sozinho o disco.

Kon Kan, Noel, Pajama Party, Erasure, Depeche Mode e Ten City

Kon Kan, Noel, Pajama Party, Erasure, Depeche Mode e Ten City.

E detalhe: o esquema era levar um colchão pra sala, colocar uma caixa de som de cada lado da cabeça e colocar o volume no máximo possível que não causasse distorção. HeadPobre.

Como disco era artigo de luxo, o esquema no bairro era cada um pedir um diferente do outro pra poder rolar troca depois.

Então eu escutei Sigue Sigue Sputnik, Kraftwerk, mais Kraftwerk, … e… Bomb the Bass. Mais especificamente o Into the Dragon.

Sigue Sigue Sputnik, MSX, Atari, tudo de bom...
Sigue Sigue Sputnik, MSX, Atari, tudo de bom…

Cara, o que era aquele disco… e a capa? Animal… (aliás, o que mais gosto de LP é que as capas são grandes e eram bem desenhadas… quase uma segunda obra de arte).

Aí o avô do marquim trouxe um rádio portátil com CD do Japão! Não saia da casa dele mais. A gente ia na locadora de CD da cidade de bicicleta (e deixava no estacionamento cheio de carro importado e caro), e alugava de tudo. O principal era a série Bolero Mix que ia do 1 até o infinito.

Mas certo dia chegou lá o CD Unknown Territory do Bomb the Bass. Lembro que, na época, não achei tão legal quanto o Into The Dragon, mas mesmo assim gravei e escutei até ‘gastar’.

… anos depois …

Os CD players se popularizaram um pouco mais e a locadora de CD estava passando por dificuldades financeiras. Resolveu se desfazer do acervo ‘catálogo’ deles e ficar só com os ‘lançamentos’.

Cheguei lá e, por cima do balaio, estava o Unknown Territory. Não lembro quanto paguei, mas acho que não foi mais que o valor de 2 passagens de ônibus (circular).

O encarte desse CD está comigo até hoje. Ela tem dois índios brasileiros. O CD foi roubado junto com outras ‘raridades’ que eu tinha. Eu tenho os MP3 do CD pra escutar mas ainda hoje tenho vontade de recomprar esse CD.

O vídeo? A trilha sonora desse filme forneceu a ‘baseline’ do hit Megablast (Into the Dragon), música usada no jogo Xenon 2 Megablast que eu vi rodando num Amiga depois de muito tempo.

O link do vídeo chegou pelas mãos do @eduardomacan.

Desde que saí do melhor-emprego-do-brasil lá no INdT, estou me aventurando no mundo do empreendedorismo.

A minha empresa é a Triveos e o meu plano, ao criá-la era o de prestar serviços e consultoria em desenvolvimento de software e com o dinheiro obtido com essa atividade investir no desenvolvimento de uma Webapp para gestão de micro e pequenas empresas.

Mas, como já diz o chavão, empreender não é fácil. E não digo que no Brasil seja muito mais difícil como dizem (isso vale outro post).

Mas aos trancos-e-barrancos a empresa está funcionando, o projeto em questão foi aprovado no programa PRIME da FINEP e até estamos trabalhando em um projeto-rápido, em paralelo, para garantir uma fonte de receita rápida e garantida que nos ajude no desenvolvimento do projeto principal.

Bom… agora que estamos todos ‘contextualizados’, vamos para o assunto principal.

No dia-a-dia da Triveos nós costumamos ter “idéias” interessantes para novos projetos. Eu anoto rapidamente essas idéias em fichas pautadas e as deposito no arquivo “Maybe Someday” de projetos.

Uns meses atrás eu tive a idéia de um produto relativamente simples de ser implementado e que permitiria a empresas construirem um ‘workflow’ para operacionalizar as suas relações com as redes sociais (no caso o Twitter).

Uma empresa poderia, então, ter várias pessoas trabalhando em nome da empresa nas redes sociais mas tudo ainda poderia ser ‘revisado’ antes de ir ao ar.

Assim… fazer um produto-mínimo-viável disso, em Python/Django e rodando no GAE não levaria mais do que 2 semanas de um desenvolvedor.

Uma idéia boa (eu acho), simples (como são as melhores idéias) e fácil de ser implementada. Uma idéia dessas parece valiosa, não? Só parece.

Ter tido essa idéia e anotá-la não ajudou ninguém nem rendeu nada (dinheiro, fama, sucesso, mulheres, etc).

Se eu tivesse trabalhado nessa idéia, um pouquinho todo dia, e colocasse ela no ar eu teria ganhado ao menos uma coisa: experiência, aprendizado. Também poderia ajudar empresas que tem esse tipo de problema e, com isso, faturar um cascalho.

E com o tempo foi isso o que aconteceu. Mas não comigo. O pessoal da Kingo Labs criou o http://trmanager.com.br que, na essência, faz a mesma coisa que pensei quando tive a tal idéia (mais funcionalidades extras).

A Kingo Labs “roubou” a minha idéia? No way. A única ‘testemunha’ que tenho é o meu sócio na Triveos. Só com ele eu falei sobre essa idéia.

Isso também pode ser usado pra afirmar que ter idéia é “fácil pra caramba” (parafraseando a propaganda da Embratel). Aliás, quando você está trabalhando num projeto, as idéias são tantas que chegam a atrapalhar o trabalho.

O valor de uma idéia é, então, obtido com a fórmula:

Valor = Idéia x Execução1

Se entre os programadores (do mundo Linux) a frase “Talk is cheap, show me the code” faz sentido, no mundo das idéias ela também faz.

1 Já vi a palavra Inovação no lugar de Valor, mas a palavra Inovação anda muito desgastada ultimamente.

O que leva uma empresa a investir seu dinheiro no patrocínio de um atleta ou de um time em uma modalidade esportiva?

Eu consigo ver dois motivos. Um emocional: o empresário é um fã de tal modalidade esportiva; e uma racional: vinculação do nome da empresa à cultura do esporte e veiculação da marca da empresa na mídia.

Veja porque eu acho que os patrocínios esportivos podem diminuir no futuro.

Proibição na exibição de marcas

O comitê olímpico brasileiro (por conta de regras do comitê olímpico internacional) impede a veiculação de marcas dos patrocinadores ‘individuais’ dos atletas durante as olimpíadas.

Pois é. O atleta X é bancado, durante todo o ano pela empresa Y. Quando chega o momento da empresa obter o retorno pelo seu investimento, durante a cobertura das Olimpiadas, vê a sua marca substituída pela marca da Olympikus. Que durante todo ano sequer deu um tênis pro atleta treinar. Atleta que teve que comprar esse tênis com o dinheiro da empresa Y.

Tudo bem que não ficaria legal cada atleta com as marcas de seus patrocinadores no uniforme. Mas que a patrocinadora oficial realmente faça parte dos esforços de patrocinar esses atletas durante todo o ano.

Ocultação da marca na cobertura jornalística

Uma das equipes mais fortes de F1 neste ano é a Red Bull Racing. É esse o nome. Não existe uma equipe chamada RBR. Também não existe uma equipe VTR (ou VR). O nome dela é Virgin.

O que leva uma empresa que fabrica bebida energética a investir uma grana alta todo ano no automobilismo? A veiculação da sua marca e seu nome na cobertura do evento de fórmula 1.

Porque falam o nome da Renault, da Ferrari, da Mercedes, etc. Mas o da Red Bull não pode falar?

Essa palhaçada de ocultação de marcas na cobertura jornalística não acontece só na F1 não. Acontece em todo trabalho ‘jornalístico’ da Globo.

I Love You Jesus


Maicon… oferecimento “2” artigos esportivos.

Então a Nike vai lá e “morre” com a maior grana para patrocinar a seleção brasileira. E na hora de receber o troféu o desinfeliz vai lá e veste a camisa de trás pra frente (note.

Pra que isso? Custa deixa a camisa lá. Quieta? Não precisa “beijar” a marca da Nike, mas deixa ela lá.

Ou o cara faz um gol e, ao invés de comemorar com pulinho, dancinha, gritos, desabafos, e até mesmo com sinais obcenos, pega a camisa e levanta pra mostrar a linda mensagem de “All your jesus are belong to us”. E ainda toma cartão!

E eu vi um que tomou o segundo cartão por um desrespeito desse e acabou expulso de campo.

Sério: agradece o gol, passa a mensagem, faz a pregação evangélica-chata na entrevista coletiva. Lá no campo, respeita o teu time (não tomando cartão), tua torcida (comemorando de forma engraçada, alegre, feliz, …), e o patrocinador (simplesmente deixando a camisa no lugar).


Cafú: passando a mensagem de forma honesta

Aqui vai uma crítica para os clubes também: o que que é aquela camisa do Corinthians? Eu sou corintiano, mas aquilo lá tá uma esbórnia. Já vejo o Corinthians mandando os jogadores jogar de manga comprida pra caber o folheto de ofertas do “Supermercado Seu João”.

[Foto] Retards

Imagem off-topic do dia

Porque Tumblr?

Como a idéia desse blog é a de ser despretensioso e aceitar textos “rápidos” eu optei por escolher um sistema que permitisse o envio de textos através de e-mail (sempre que ouço que o ‘e-mail’ vai morrer penso que eu morro junto :D).

Mandar o e-mail para o blog seria o mesmo que mandar um e-mail para todo mundo que tem interesse em ler o que tenho a dizer. Por isso o blog tem esse nome.

Ou, para os mais novos, seria uma espécie de Twitter com suporte à minha verborragia :D

Antes de optar por hospedar o e-mail público no Tumblr eu testei também o posterous. Funcionou bem e tem um conjunto de funcionalidades até maior que o tumblr. Temas mais feios também (apesar disso ter um peso muito pequeno na escolha).

O problema do posterous estava justamente aí: muitas funções.



Tumblr vs. Posterous

Eu tenho um problema conhecido, em inglês, por “Yak Shaving”. Fiquei horas ‘masturbando’ as configurações do posterous até que esqueci completamente o post motivador dessa experiência. Até hoje não lembro sobre o que era.

Já tinha ouvido falar do Tumblr e resolvi fazer uma nova tentativa de criar o tal blog “despretensioso” depois de ter lido o artigo “Why Tumblr is kicking Posterous’ ass”.

Realmente… é muito simples e fácil de usar e trabalhar. Funciona com e-mail (eu acho, afinal, esse post é o teste dessa função), tem um cliente pra celulares S60 (tenho um E71), e até mesmo um Widget pro Dashboard do Mac. Perfeito.

Update: Quase perfeito. Precisei editar o artigo para colocar a imagem com a ilustração. Se no posterous isso funciona satisfatoriamente (ele não permite especificar onde você colocará a imagem, apenas anexá-la no fim do post) aqui no Tumblr ele simplesmente “joga fora” todo o corpo do e-mail e coloca apenas a foto e usa o Subject do e-mail como ‘caption’ da foto. Tosco.

Ah! Os e-mails aceitam formatação Markdown, que eu já conheço bem de outras ferramentas que eu uso.

Update 2: Por conta da ‘grande migração’ do blog Pythonologia esse blog saiu do Tumblr e passou a rodar no bom e velho WordPress self-hosted.

Fita Cortada

Este é o primeiro post deste blog “despretencioso”. Aqui eu pretendo escrever de forma livre, sobre tópicos diversos, sem a responsabilidade de ficar dando referências, ilustrando, ou ‘linkando’ outros sites.

Farei essas coisas somente quando eu estiver afim de fazê-lo. Também não farei revisões ortográficas ou gramaticais quando não julgar necessário.

Se você precisar de informações adicionais sobre algum tópico encontrado aqui é só perguntar por aqui mesmo. Se tiver sugestões ou encontrar erros de português que estejam impedindo a compreensão do texto é só me avisar que venho aqui corrigir ASAP.

Também será o local onde darei opiniões sobre política, economia, religião, família, hobbies e paixões.

O meu blog ‘sério’, onde falo sobre tecnologia, empreendedorismo, Python, ou onde emito as minhas opiniões de forma mais ‘completa’ continua sendo o http://pythonologia.org.