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John carpenter’s Assault on Precinct 13 — Bomb the Bass’ Megablast and Xenon 2 Atari ST

Eu era um jovem que programava em BASIC no MSX. E também adorava música. Música eletrônica.

Na época que LP era presente de Natal, por conta do preço, eu ganhei o House & Remix Internacional. O 3 em 1 velho lá de casa já tocava sozinho o disco.

Kon Kan, Noel, Pajama Party, Erasure, Depeche Mode e Ten City

Kon Kan, Noel, Pajama Party, Erasure, Depeche Mode e Ten City.

E detalhe: o esquema era levar um colchão pra sala, colocar uma caixa de som de cada lado da cabeça e colocar o volume no máximo possível que não causasse distorção. HeadPobre.

Como disco era artigo de luxo, o esquema no bairro era cada um pedir um diferente do outro pra poder rolar troca depois.

Então eu escutei Sigue Sigue Sputnik, Kraftwerk, mais Kraftwerk, … e… Bomb the Bass. Mais especificamente o Into the Dragon.

Sigue Sigue Sputnik, MSX, Atari, tudo de bom...
Sigue Sigue Sputnik, MSX, Atari, tudo de bom…

Cara, o que era aquele disco… e a capa? Animal… (aliás, o que mais gosto de LP é que as capas são grandes e eram bem desenhadas… quase uma segunda obra de arte).

Aí o avô do marquim trouxe um rádio portátil com CD do Japão! Não saia da casa dele mais. A gente ia na locadora de CD da cidade de bicicleta (e deixava no estacionamento cheio de carro importado e caro), e alugava de tudo. O principal era a série Bolero Mix que ia do 1 até o infinito.

Mas certo dia chegou lá o CD Unknown Territory do Bomb the Bass. Lembro que, na época, não achei tão legal quanto o Into The Dragon, mas mesmo assim gravei e escutei até ‘gastar’.

… anos depois …

Os CD players se popularizaram um pouco mais e a locadora de CD estava passando por dificuldades financeiras. Resolveu se desfazer do acervo ‘catálogo’ deles e ficar só com os ‘lançamentos’.

Cheguei lá e, por cima do balaio, estava o Unknown Territory. Não lembro quanto paguei, mas acho que não foi mais que o valor de 2 passagens de ônibus (circular).

O encarte desse CD está comigo até hoje. Ela tem dois índios brasileiros. O CD foi roubado junto com outras ‘raridades’ que eu tinha. Eu tenho os MP3 do CD pra escutar mas ainda hoje tenho vontade de recomprar esse CD.

O vídeo? A trilha sonora desse filme forneceu a ‘baseline’ do hit Megablast (Into the Dragon), música usada no jogo Xenon 2 Megablast que eu vi rodando num Amiga depois de muito tempo.

O link do vídeo chegou pelas mãos do @eduardomacan.

Fita Cortada

Este é o primeiro post deste blog “despretencioso”. Aqui eu pretendo escrever de forma livre, sobre tópicos diversos, sem a responsabilidade de ficar dando referências, ilustrando, ou ‘linkando’ outros sites.

Farei essas coisas somente quando eu estiver afim de fazê-lo. Também não farei revisões ortográficas ou gramaticais quando não julgar necessário.

Se você precisar de informações adicionais sobre algum tópico encontrado aqui é só perguntar por aqui mesmo. Se tiver sugestões ou encontrar erros de português que estejam impedindo a compreensão do texto é só me avisar que venho aqui corrigir ASAP.

Também será o local onde darei opiniões sobre política, economia, religião, família, hobbies e paixões.

O meu blog ‘sério’, onde falo sobre tecnologia, empreendedorismo, Python, ou onde emito as minhas opiniões de forma mais ‘completa’ continua sendo o http://pythonologia.org.

Meus amigos sabem que sou corintiano. Torcedor que acompanha o time, assiste aos jogos (menos no estádio por questões de segurança), veste a camisa e tudo o mais. Também sabem que trabalho com desenvolvimento de software e que sou heavy user de Internet.

Graças a esses contatos na rede fui um dos primeiros brasileiros a receber um convite para participar de um site novo do Google conhecido por “Orkut”. Era uma época onde comíamos dezenas (centenas até) de “donut’s” que não eram entregues aos servidores.

Os primeiros usuários do Orkut no Brasil estavam localizados no Sul (majoritariamente Porto Alegre) e em São Paulo (majoritariamente na Capital). A primeira comunidade que eu criei foi a “Corinthians” quanto só existia a do Internacional e do Grêmio. Sério! As primeiras comunidades de time de futebol do Brasil foram a do Colorado e a do Tricolor Gaúcho. Depois que eu criei a comunidade do Corinthians abriram as porteiras do Orkut (podiamos usá-lo sem convites) e outras comunidades foram criadas.

Como era de se esperar as comunidades do Flamengo e do Corinthians cresceram mais do que as outras. Mas a comunidade do Corinthians, contradizendo certas pesquisas feitas por cariocas, sempre teve mais membros do que a do Flamengo.

Como era de se esperar não demorou muito para começar as pixações. As ferramentas de moderação e de administração de comunidades do Orkut se limitavam à aprovação um a um dos inscritos na comunidade e a exclusão dos baderneiros (sem opção de banir).

A coisa ficou “feia” quando chegamos a 600.000 integrantes e uma média de 300 novos inscritos por *dia*. Todos devidamente moderados somente por mim num processo que me obrigava a visitar perfil por perfil dos novos usuários para ver se o usuário já não estava em outra comunidade de time de futebol (o torcedor entra pra comunidade do seu clube antes de entrar na dos clubes adversários para pixar).

Não dava mais. Eu passava o dia inteiro mexendo só com isso num trabalho não-remunerado (ter uma comunidade desse tamanho, naquela época, não rendia dinheiro algum).

Chegou a hora de tomar algumas medidas: pedir ajuda na moderação e criar regras para lidar com os arruaceiros que chegavam às centenas após um jogo.

Chamei meus amigos corintianos Érico (que torce pro Juventus nas horas vagas) e Márcio Medrado para me ajudar na moderação. Na época só um usuário podia administrar uma comunidade. Criamos o usuário “Gilmar Giovanelli” para essa função e distribuímos a senha entre nós. Esse problema estava resolvido faltava resolver o problema das pixações.

Entrei em contato com os moderadores das comunidades do Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo pra perguntar a eles como faziam para resolver o problema dos “ataques” e me disseram que lidavam com aquilo caso-a-caso numa hercúlea tarefa de enxugar gelo. Exatamente o que estávamos fazendo.

Conversa vai, conversa vem, sugeri criar regras comunitárias válidas para todas as nossas comunidades. Essas regras eram discutidas na comunidade “Clube dos 13″.

A regra mais importante dizia que quando, por exemplo, um flamenguista invadia a comunidade do Corinthians para tumultuar ele era banido da comunidade do Corinthians e uma solicitação era feita no Clube dos 13 para ele ser banido da comunidade do seu próprio clube. Isso funcionou lindamente por muito tempo. Só não sei se ainda funciona.

Chegamos a 800.000 membros, a segunda maior comunidade da categoria “Sports & Recreations” do Orkut. Só perdiamos para “Eu adoro praia” (concorrência desleal :D). Os outros seguiam: Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Santos.

Mas a história teve um final triste: por conta de um bug no Orkut (um?) as comunidades perderam os moderadores e uma mensagem “become a moderator” surgiu na comunidade do Corinthians (na do Flamengo também). No caso do Flamengo um usuário pegou a moderação e transferiu devolta para o antigo dono. No nosso caso o usuário que assumiu a moderação brigou com alguns membros porque não queria devolvê-la ao “Gilmar” e apagou a comunidade.

Tentamos de todas as formas contatos com a equipe do Orkut para pegar devolta a comunidade mas nada feito.

Não demorou muito e outra comunidade Corinthians foi criada. As pessoas foram voltando, mas mesmo assim não era mais “aquela” comunidade. O lado bom disso: o trabalho era grande, difícil e não-remunerado. Tiramos um peso muito grande das costas.

Por outro lado, imagina a “influência” que teríamos hoje, em tempos de “Marketing Social”, ter uma comunidade com cerca de um milhão de membros? :)

(PS. esse post surgiu a partir da minha ideia de recriar a comunidade Corinthians no novo Orkut. Mas para isso eu preciso de um convite :P)

Então… desde o começo do ano eu estava planejando essa viagem. Pra ser honesto estou planejando isso desde o ano passado mas só comprei os ingressos no começo deste ano.

Eu fui!
Eu fui!

E então chegou o tão esperado fim-de-semana e eu fui ver uma das corridas mais emocionantes das últimas décadas.

Pra ser perfeita precisava ter 10 gotas a menos de chuva no final. Tá ok… talvez alguns milhares de gotas a menos fossem o necessário para que a Toyota do Glock não perdesse tanto rendimento na última curva.

Eu fiquei no setor “G” da pista de Interlagos. O setor “G” ocupa todo o espaço da reta oposta. Estava lotado.


Interlagos vista de um helicóptero…

Mas vamos começar pelo sábado. Dia de treino e classificação.

Chegamos no autódromo para assistir ao treino da manhã e sentamos bem no meio do setor “G” de onde conseguíamos ver a saída dos boxes e bem ao longe o fim da reta onde, obviamente, tinha uma curva :)

Se esse negócio de ficar arrepiado é coisa de boiola o barulho de um F1 ‘enviada’ qualquer macho. Escutá-los reduzindo a marcha no fim da reta então faz os boiolas virarem mulher.

Algo que você só escuta lá: quando reduzem a marcha você consegue ouvir alguns ‘estouros’ do motor e um ronco grave que mostra que alí dentro tem um motor de verdade e não uma negócio qualquer que ‘grita fino’.


McLaren saindo dos boxes para volta de aquecimento

Os carros correm tanto que a foto acima deve ter sido a vigésima tentativa. Não lembro se essa McLaren era do Hamilton ou do Kovalainen. Só lembro que era saída dos boxes (não era velocidade máxima).

Terminado o treino da manhã já dava pra ver que o Massa estava bem e que o Hamilton estava na cola dele.

Algumas atividades acontecem nos intervalos entre um treino e outro. Corrida de Porches, Fórmula BMW, corrida de Masserati (muito massa), e o desfile de alguns endinheirados que pagam para fazer test-drive de Porches dentro de Interlagos. Passam com umas mulheres bonitas na carona, dirigindo um Porshe e acenando para a torcida na arquibancada.

Aliás, esse negócio de “dinheiro” lá é muito sério. Helicóptero trazendo gente para o autódromo de minuto em minuto, cerveja a R$4,50 (sem direito a profissional do sexo), espetinho de carne por R$4,00 (que se compra por R$0,50 aqui perto de casa) e o ingresso mais barato custa R$300 (antecipado) para um dia e te dá direito a frequentar um banheiro químico com uma bela vista de ‘submarinos’ boiando. Lamentável.

Lojinhas da Ferrari com souvenirs fazem a gente babar…


Boné da Ferrari: R$100, Pin: R$10, Sacolinha de plástico com emblema da escuderia: Não tem preço.

… e comprar :)

E tudo isso só no dia do treino… Aliás no treino classificatório o Massa ficou com a pole position e o Hamilton só em quarto. Bom pro inglês que não precisava mais do que isso pra ser campeão do mundo.

Ah! E o dia estava extremamente ensolarado e quente. Ano que vem (sim, eu vou lá em 2009) eu vou passar protetor solar mesmo se a corrida for noturna. Não é legal ficar assim:


Ai!

Para ir para a corrida, no domingo, acordamos de madrugada porque queríamos ficar bem à esquerda do setor “G” de onde era possível ver todo o “S do Senna”, local onde muitas vezes uma corrida, e nesse caso o campeonato, se decide.

Das 7hs da manhã quando chegamos à arquibancada até as 15hs quando começaria a corrida passa-se um longo período sentado, no sol, na chuva, entediado, etc. A chatisse só diminui um quando tem as ‘atividades paralelas’ como a corrida de fórmula BMW, Masserati e G3.

Aí os pilotos fazem uma volta em cima de um caminhão…


Desfile dos pilotos…

… depois eles saem um a um para a configuração do grid (o Felipe sobe 5 marchas num espaço de 100m da marca branca no chão)…


Vai Felipe!

…e então, no momento da volta de apresentação, despenca uma chuva forte em Interlagos. Só o suficiente para molhar a pista.

O Safety Car dá uma volta na pista pra verificar como ela ficou e então a direção de prova opta por atrasar a largada em 10 minutos.

Eu perdi as fotos e o vídeo da largada porque estava tão ansioso com o momento que apertei todos os botões errados do meu celular :)

Mas a única coisa que aconteceu no “S do Senna” foi um estranhamento entre Nakagima, Couthard e Piquezinho que forçou a entrada do Safety Car na pista.


Manja como eles estão devagar…

Depois disso eu não tirei mais fotos nem fiz mais vídeos pois precisava acompanhar a corrida (num autódromo você é quem fica responsável por ‘trocar de câmera’ para saber o que está acontecendo).

Quando o Felipe Massa passou pela linha de chegada o setor “G” inteiro começou a pular e a gritar “Campeão!”… O Felipe então para o carro na entrada da reta oposta para pegar algo (devia ser uma bandeira) com os fiscais de prova e então no som da rádio Band News (que é a locução oficial no autódromo) começa a gritar: “Hamilton Campeão! Hamilton é Campeão!” e eu não entendo mais nada…

O Massa, então, passa na nossa frente e o setor “G” começa a esmurecer… todos começam a perguntar entre si o que tinha acontecido afinal…

O único trecho que não é visível no setor “G” é justamente o ponto onde o Hamilton ultrapassou o Glock.

A torcida então começa a gritar o nome do Massa… e eu vou embora… na chuva. Muita chuva.

Dicas pro ano que vem:

  • Comprar ingresso pro setor M (mas só se for numerada)
  • Levar capa de chuva
  • Levar uma TV portátil
  • Levar uma câmera com 12x de zoom
  • Levar um binóculo
  • Levar litros de protetor solar
  • Não perder o cartão de crédito
  • Levar guarda-sol ou um sombreiro

Tem umas fotos ‘bônus’ no meu flickr.

Como sempre faço quando vou à um evento vou relatar aqui a minha primeira experiência participando da Latinoware 2008.

A decisão sobre a minha participação só foi tomada dois dias antes do evento pois quem iria patrocinar a minha viagem (INdT) conseguiu viabilizar o treinamento de Python para Maemo bem em cima da hora. Participei apenas do primeiro dia do evento.

Cheguei em Foz do Iguaçu na quinta-feira (30/10/2008) de madrugada e tinha um serviço de transfer no aeroporto para carregar os palestrantes até os hotéis onde ficariam hospedados. O meu nome não constava na lista mas isso era justificável por minha decisão tardia. De qualquer maneira bastou uma conversa rápida com o responsável pelo transporte e eu já estava dentro da Van em direção ao hotel.

Quando cheguei no hotel avistei uma placa avisando que um ônibus passaria lá às 8hs da manhã em direção à Latinoware. Às 7h30 eu estava na frente do hotel juntamente com mais 3 outras pessoas que também iriam para o evento.

Desistimos de esperar às 8h30 e dividimos um taxi até o local do evento. Descobri depois que o ônibus sequer havia passado no hotel.

Ao chegar no posto de credenciamento que estava instalado num estacionamento de Itaipu avistamos as filas para pegar crachás. Me dirigi à fila de crachás para “Palestrantes, Imprensa e Autoridades”.

A fila estava pequena (umas 8 pessoas) mas não andou 1 milímetro sequer até que um dos organizadores nos retirou da fila para entregar os crachás que estavam com ele. Mas o meu crachá, afinal, não estava com ele e tive que me contentar com um crachá em branco onde preenchi à mão o meu nome e RG.

Os palestrantes então deveriam entrar num ônibus que estava estacionado ao nosso lado pois seriamos levados até o “Parque Tecnológico de Itaipu” onde a estrutura do evento estava montada.

Esperamos por mais alguns minutos (que pareceram horas) até que um grande amigo meu entra pela porta do ônibus e comenta algo que eu já havia notado: “Esse é o evento mais desorganizado dentre todos os de informática dos quais já participei.” Note que em meu caso e no dele isso significa muitos eventos.

O ônibus saiu com lotação total de pessoas sentadas e em pé. Detalhe: faltavam poucos minutos para as atividades do evento começarem e uma parte considerável dos palestrantes ainda estava em um ônibus saindo da área de credenciamento.

Poucos metros dali o ônibus para e todos que estavam de pé tiveram que trocar de ônibus. A troca foi feita sob a vigilância atenta de um dos seguranças de Itaipu que olhava atentamente para nossos crachás preenchidos à mão para ver se não detectava alguma fraude :D Eita segurança…

Finalmente nos salões onde as atividades do evento iriam ocorrer tratei logo de ir para a sala de palestrantes ou para o stand da Associação Python Brasil para me conectar à Internet e terminar o material do meu treinamento…

Vencida a falta de sinalização do lugar fui até a sala de palestrantes mas ela já estava completamente lotada.

Fui então à caça do stand da APyB e ao chegar lá descobri que o ponto de rede estava com problemas. A sorte foi que o Ramiro levou um roteador wireless para conectar no ponto de rede do pessoal do Debian Brasil.

O almoço era razoável e foi ‘di grátis’. Servido apenas até as 14hs fez com que os instrutores dos mini-cursos da manhã tivessem que improvisar suas refeições já que seus treinamentos eram de 4hs (sem intervalo) e terminariam somente às 15hs.

No meu treinamento deu quase tudo certo. Mas nesse caso específico a culpa pelas falahas foram majoritariamente minhas (o ambiente necessário para o treinemento não estava instalado nas máquinas do laboratório pois eu não havia feito a solicitação em tempo hábil). Faltou um flip-chart/quadro branco na sala de aula também.

Terminado o treinamento fui dar uma bisbilhotada no pessoal da Robótica Livre que estava montando plaquinhas Severino sob a orientação do Prof. Paulo Gonçalves. O Severino é uma implementação brasileira do Arduino. Queria ter ficado lá mas tive que ir para a palestra de abertura e depois para um coquetel no mirante de Itaipu onde veríamos o acendimento das luzes da barragem. Um show que eu recomendo. Itaipu é uma daquelas coisas que temos pra mostrar as virtudes do nosso povo.

Aquele quadrado no centro é um prédio de 6 andares
Aquele quadrado no centro é um prédio de 6 andares

Já o coquetel… Eu comi dois “canapés” minguados e não bebi nada (nem água). E os canapés foram doados pelo Ramiro que se comoveu com a minha fome :)

Depois do coquetel voltamos para o hotel onde eu dormi um pouco até ir para o aeroporto embarcar de volta para Curitiba onde iria preparar minha ida para São Paulo (desta vez de carro) GP Brasil de F1. Sobre isso eu conto no próximo post.

Quando eu era criança eu era daquele tipo que desmontava brinquedos pra ver como funcionava por dentro, mandava cartas para a seção ‘Perguntas Superintrigantes’ para a revista Superinteressante (nenhuma foi publicada :/) e consultava todo tipo de livro ou enciclopédia que pudesses esclarecer minhas dúvidas.

Toda essa introdução serviu pra ilustrar uma coisa que se repete desde a minha mais remota infância: a curiosidade.

A minha curiosidade para aprender e entender como as coisas funcionam sempre foi enorme. A minha disposição para executar experimentos também. Cheguei ao ponto de ter incendiado o meu quarto por conta de um curto-circuito na rede elétrica.

Com cerca de 5 anos eu estava experimentando se ao dar um nó no fio a corrente elétrica ainda fluiria pelo condutor. Descobri que sim. :D Ok, foi burrice isso! Mas eu tinha só 5 anos!. Eu poderia ter simplesmente perguntado ao meu pai se isso funcionaria mas o ensinamento não teria sido tão contundente :)

E acreditem, essa experiência me rendeu alguns frutos positivos no futuro (pequenos se a gente comparar com o estrago). Essa experiência me garantiu uma vantagem durante as aulas de física elétrica quando o professor falava sobre “corrente de curto-circuito” e para o meu entendimento da Lei de Ohm (U = R.I ou I = U/R). Para simplificar imagine que na minha experiência R≅0, logo, I≅∞. Se potência é o produto de tensão por corrente (P = U.I) imagine o estrago (agravado por um disjuntor que não funcionou)…

Calvin running: Dad. Look! The sun's setting and its only 3 o'clock! - Calvin's dad: It's not 3 o'clock your watch stopped - Calvin looking to watch: Time doesn't stop if your watch stops? Calvin's Dad: Nope. - Calvin disappointed: Phooey. For a moment there I thought I'd get rich patenting this thing. Calvin's dad: I'd have bought one.

Mas voltando ao motivo principal deste post

Eu tenho 3 casos diferentes de crianças próximas de meu convívio. Meu filho que tem 4 anos de idade é uma criança tranquila, que brinca bastante com seus brinquedos e até já navega sozinho nos joguinhos do site da Discovery Kids.

Ainda não consegui perceber traços de uma criança curiosa nele. Tenho receio que seja em razão da sua pouca idade ou porque suas análises e experimentos passem desapercebidos por mim.

Ainda não dá pra fazer um comparativo comigo porque minha memória só vai até meus 5 anos e ainda assim é incompleta e só está presente para registrar as grandes descobertas (ou incêndios se preferirem).

Esse tipo de comparação entre pai e filho também deve ser evitada porque faz mal para ambos.

A outra criança é a minha sobrinha que tem 12 anos e estuda no melhor colégio que uma criança poderia estudar em São Paulo. Os pais dela (meu cunhado e cunhada) são extremamente presentes e acompanham os estudos dela de perto.

Também dão apoio e suporte nos assuntos, temas e matérias onde ela sente maior dificuldade ajudando pessoalmente quando possível ou através de atividades complementares pagas.

A minha sobrinha enfrenta dificuldades na(s) escola(s) ano após ano e meus cunhados até já a submeteram à avaliações para detecção de algum tipo de distúrbio neurológico como o DDA. Os resultados foram negativos.

Uma das características que observei nela é a ausência total de curiosidade.

Eu e o meu cunhado trabalhamos em áreas relacionadas à TI e graças a isso temos acesso constante a diversas tecnologias novas e à Internet. Sempre temos em mãos aparelhos, computadores, softwares, livros, filmes e até mesmo brinquedos que deveriam despertar a curiosidade das crianças.

Não adianta. Ela continua levando a vida dela e apenas recebendo as informações sem nunca tentar “caçá-las”.

O terceiro caso já não é mais de uma “criança”. Ele fez 18 anos no mês passado. Mas eu já convivo com ele desde os 12 porque ele é primo “caçula” da minha esposa.

A curiosidade dele é o que eu chamo de “curiosidade on-demand”. Pois ele até vai atrás de entender o funcionamento das coisas mas só quando aquilo servirá para resolver um problema prático do presente.

Po exemplo: ele sabe arrumar alguns aparelhos eletrodomésticos só porque trabalhou alguns meses fazendo isso.

Ele entende o funcionamento de um ferro de passar roupas até o ponto de saber que se o fio do chicote está partido o ferro não vai funcionar, mas nunca ao ponto de associar que o ferro de passar roupas é uma resistência elétrica que transforma a energia elétrica em energia na forma de calor.

A curiosidade dele nunca tenta romper a barreira da necessidade.

Algumas observações: tanto minha sobrinha quanto do primo da minha esposa são extremamente vaidosos e se preocupam com a aparência. Além disso eles são facilmente seduzidos por coisas fúteis e são extremamente vulneráveis aos apelos consumistas (celular da moda, roupa da moda, seriado da moda, …).

No caso do primo da minha esposa pedir pra ele ler alguma coisa é quase o mesmo que pedir pra ele se matar. Ele assiste DVD dublado pra não ter que ler a legenda.

Com isso descrito eu parto pro questionamento:

  1. Todas as crianças das últimas gerações são assim ou minhas amostras estão contaminadas?
  2. Vocês conhecem crianças curiosas? (pais corujas, por favor, sejam objetivos nas respostas)
  3. Vocês acham que as crianças de hoje não são mais curiosas porque elas não precisavam mais ‘caçar’ as informações pois basta ficar parado na frente da TV/Internet para obtê-las?
  4. Os pais podem estimular a curiosidade de seus filhos?
  5. Como fazer isso?

Durante toda a minha carreira “computeira” eu cometi alguns erros absurdos (cagadas?) que eu gostaria de compartilhar com vocês neste post.

Vou listá-las aqui na esperança de que outros façam o mesmo e que, com isso, o meu sentimento de culpa por tamanhas “obras” fique menor.

killall foobar

Certo dia, quando trabalhava na GVT, eu estava numa sessão telnet em um servidor de produção PA-RISC que rodava um HP-UX. Estava logado como root e precisava matar alguns processos que estavam prejudicando o funcionamento da máquina (consumindo CPU, memória, load alto, etc).

Meu conhecimento de Unix até aquele momento era de ter mexido muito com Linux ao ponto de saber usar com maestria o comando killall. Foi então o que eu usei para matar tais processos.

Assim que eu apertei “enter” surgiu uma mensagem de que o servidor iria se desligar em X segundos. Entrei em pânico.

Pois bem… apesar de ser um ‘fera de killall’ eu nunca tinha lido o trecho da manpage deste comando que dizia (no Linux):

Be warned that typing killall name may not have
the desired effect on non-Linux systems, especially
when done by a privileged user.

O que aconteceu? O killall do HP-UX envia um sinal para todos os processos da máquina e é usado pelo comando shutdown para matar todos os processos em execução.

Foi assim que eu desliguei, pela primeira vez, um servidor em produção de uma grande empresa de telefonia praticamente parei as vendas da empresa por pelo menos 1 hora (uma máquina dessas leva cerca de 20 minutos para voltar pro ar + acertos de configuração perdidos por causa do reboot).

delete from tabelao;

Mais uma vez na GVT… coitados…

Eu estava desenvolvendo um programinha que fazia acesso ao banco de dados Oracle e para isso eu constantemente testava algumas queries, inserts e deletes nas tabelas de um banco de dados que ficava no ambiente de desenvolvimento da empresa.

Nos bancos de dados do ambiente de desenvolvimento a gente encontrava um subconjunto dos dados do ambiente de produção e podíamos manipulá-los com tranquilidade porque uma vez por dia/semana as bases eram repopuladas com dados oriundos do ambiente de produção.

Em certo momento eu precisava deletar todos os registros de uma tabela (cerca de 50 registros) da base de dados do ambiente de desenvolvimento e rodei um:

delete from tabela;

Fiz os testes que precisava fazer sem rodar um commit e no final fiz um rollback.

Neste intervalo de tempo ocorreu um problema que exigiu minha atenção em um dos servidores de produção e esse servidor era justamente o servidor ‘equivalente’ ao de desenvolvimento onde eu estava trabalhando. Resolvi o problema do servidor rapidamente e voltei para o desenvolvimento.

Aí é que está o problema… o meu cérebro trocou de servidor mas meus dedos não e no fim eu rodei um delete from tabela; no servidor de produção da empresa :D

O estrago teria sido pequeno se tal tabela não tivesse centenas de milhares de registros fazendo com que o Oracle praticamente parasse de responder à requisições até que ocorresse uma falha de “estouro de segmento de rollback” (falha que demorou pra acontecer porque as configurações do Oracle eram muito ‘generosas’).

Seria muito difícil acontecer do estrago ser grande. Para que isso ocorresse a falha que ocorreu não poderia acontecer e depois do delete eu ainda precisaria dar um commit.

Se isso tivesse acontecido eu teria mudado de profissão :)

/home/osvaldo/icons

Essa foi no meu “início de carreira” com Linux. Eu trabalhava na Conectiva (atual Mandriva) e fiquei responsável por criar um sistema de “temas” para o Conectiva Linux 5.

Os temas deveriam funcionar igualmente no Gnome, KDE e no WindowMaker que, até então, era o WM que eu usava.

Fiz os pacotes, scripts, configurações e enviei para a máquina de integração (mapi). Dei essa tarefa como terminada e passei para as próximas.

Lançado o Conectiva 5 o sistema “explodiu” nas máquinas dos usuários e o sistema de temas não funcionava como deveria em todas as máquinas que usavam o WindowMaker .

Ao analisar o problema vi que no arquivo de configuração do WindowMaker tinha um “/home/osvaldo” no caminho de busca de imagens e ícones que causava a ‘quebra’.

Resultado: as coisas funcionavam perfeitamente na minha máquina e em todas as outras máquinas do mundo que tivessem um usuário “osvaldo”.

Esse foi um bug entre os vários desse sistema de temas que criei e que futuramente (por razões óbvias) foi abandonado.

Se você ainda tem um Conectiva 5 para instalar por aí faça o teste. :D

Off-topic

Alguns, talvez, ainda não saibam mas eu vivi um período em que queria largar da área de informática e virar publicitário (ok, eu era jovem).

Neste período “publicitário” da minha vida eu trabalhei em uma agência de propaganda chamada DLMRozani e lá nós fazíamos toda a mídia local das várias Lojas Americanas do país (a conta nacional era da agência Talent).

A mídia local inclui anúncios televisivos (para as afiliadas locais), anúncios em jornais locais e aqueles folhetinhos de ofertas que todos já devem ter visto.

Num desses folhetos onde anunciamos carne de 1ª à R$3,90/kg quando o preço correto era algo como R$13,90/kg (não lembro detalhes da oferta).

A sorte que era uma dessas “ofertas relâmpago” (válidas por 1 hora), mas o fato é que vendemos 400kg de carne em 1 hora. Filas se formaram em volta do quarteirão das Lojas Americanas e caminhões não paravam de chegar trazendo carne para ser vendida (aquele blablabla de “enquanto durarem os estoques” não tem muito amparo legal pelo código de consumidor).

Só para contextualizar: nesta época as Lojas Americanas tinham lojas que funcionavam como supermercado em várias cidades do Brasil. Essa operação foi vendida posteriormente para um grupo francês chamado Stoc.

Finalizando

Se eu lembrar de mais algumas “cagadas” eu volto a atualizar esse post mas acho que essas foram as maiores.

E vocês? Fizeram alguma dessas já?

Como vocês puderam ler no meu post anterior eu fui até o Rio de Janeiro para participar da PyConBrasil 2008.

O evento estava fantástico e eu ainda tive o prazer de ficar hospedado na casa do meu velho amigo Luigi (vulgo Luiz).

Nessa minha curta permanência por lá pude conhecer a família dele: a esposa Mary e o filho Victor. Conhecia a esposa dele só por fotos e imaginei que ela seria antipática. O resultado? “Dei com os burros n’água”. Ela consegue ser mais simpática e legal que o próprio Luigi! :D

O Victor tem os mesmos trejeitos do meu filho Matheus. Apesar de ser um pouco mais novo que meu filho o Victor conversa muito mais e pronuncia as palavras muito melhor que ele. Garoto inteligente que ficou brincando de Hot Wheels e de montar quebra-cabeças comigo :)

Eu conheço o Luigi desde que nós morávamos em São José do Rio Preto e dávamos aula de programação (eu em Clipper e ele em Pascal) na falecida Microline. Lá, nessa escola, eu passei um dos períodos mais divertidos da minha vida.

Não tínhamos muito dinheiro para fazer as coisas mas mesmo assim conseguiamos colecionar HQs, jogar RPG, jogar os adventures da Lucasart, desenvolver programas de computador, ter aulas de hardware, caminhar pela linha do trem até as cidades vizinhas, montar circuitos eletrônicos, passear dentro de cavernas, fazer tour em exposição de flores (Holambra), trocar tiros de bolinhas com pistolas de brinquedo, etc, etc, etc…

O Luigi é gerente de TI de uma universidade no Rio de Janeiro (Unisuam) mas ainda reserva tempo para desenvolver os seus projetos (que inveja! :D).

Ele me apresentou o “segundo filho” dele que é um robô com seis pneus e tem uma placa mini-ITX como “cérebro”. Me falou sobre uma “motherboard” que está trabalhando a meses dentro de um recipiente com óleo mineral (ele quer fazer um cluster refrigerado com óleo mineral). Ele também me mostrou um POV (Persistence of Vision) que ele fez com o Arduino dele.

Como vocês podem ver o Luigi é o cara. Ele consegue, como poucos, ter uma inteligência acima do normal e uma capacidade de execução invejável.

Eu também fiquei feliz ao ver que eu também estou mais magrinho do que ele ;)

I Has Arduino!

Hoje de manhã chegou uma encomenda pelo correio que eu estava esperando a muito tempo: meu Arduino :)

Quando eu tinha uns 9/10 anos de idade eu adorava ‘brincar com eletrônica’ com um amigo meu que tinha uma oficina em seu quintal. Todo dia depois da aula a gente jogava Atari na minha casa e depois ia para o “laboratório” dele montar os projetos que saiam nas revistas Experiências e Brincadeiras com Eletrônica Júnior ou na Be-a-Bá da Eletrônica.

Certo dia esse amigo meu me chamou na casa dele porque ele tinha acabado de ganhar um computador. Era um MSX Expert 1.1 da Gradiente completamente sem acessórios. Quando ele ligou o computador e começaram os primeiros acordes do cartucho de demonstração (Ligue-se ao Expert) eu pensei: “É isso o que eu quero pra minha vida”.

Era exatamente um desses

O processo de programação na época era +/- assim:

10 CLS
20 ON ERROR GOTO 70
30 PRINT "DESLIGANDO O ATARI DA TV E LIGANDO O EXPERT"
40 PRINT "COPIANDO PROGRAMA DO LIVRO..."
50 PRINT "EXECUTANDO O PROGRAMA (RUN)"
60 PRINT "PARABENS! DELIGUE O COMPUTADOR E PERCA TUDO"
70 END
80 PRINT "CORRIGE OS ERROS"
90 GOTO 50
RUN

Mas não foi pra falar disso que eu criei esse post. Vamos voltar ao assunto.

Enquanto morava em Recife o Elvis Pfützenreuter me deu alguns componentes eletrônicos que ele tinha comprado para usar em uma maquete de ferromodelismo que ele tinha desistido de continuar. Isso me fez lembrar de como era bom o cheiro de solda e decidi retomar a eletrônica como Hobby.

Ainda estou aprendendo!

Assim como na computação as coisas evoluiram nos últimos anos com a eletrônica também. Então “aquela” eletrônica que eu conhecia onde a gente usava só uns transistores, uns resistores, uns capacitores, etc… se transformou em algo muito parecido com… informática!

“Brincar” com eletrônica nos dias de hoje quase sempre te levará a usar um microcontrolador, ou seja, você terá um chip programável com software para trabalhar.

E é aí que o Arduino entra na história.

O Arduino é um hardware com especificação livre e possui várias implementações diferentes mas todas elas possuem um microcontrolador Atmel instalado. Como o projeto é aberto existem diversas extensões e projetos que usam ele tal no universo do software livre.

A idéia do hardware livre é tão semelhante à do software livre que existem comunidades formadas em torno destes projetos. As idéias se intercalam também. Para ver isso basta olhar para a IDE utilizada para programar o Arduino. Usa o GCC como compilador e a IDE tem uma implementação livre feita em Java.

Se você, como eu, tem interesse nesse universo e quiser adquirir uma placa Arduino pra ‘brincar’ é só fazer uma visita no site da Symphony e comprar um. O modelo que eu tenho aqui é o de 16K:

I Haz Ardooino!

Update: Esqueci de agradecer ao Blog do Jê que é um dos “praticantes de Arduino” no Brasil e notíciou o lançamento da placa pela Symphony (que tornou a compra mais $acessível$)

Já que tá todo mundo se alugando com seus livros lidos e não-lidos eu vou fazer igual. Afinal eu sou compulsivo por comprar e ler livros (muito mais comprar do que ler).

Aí estão alguns dos meus livros lidos & não-lidos
Aí estão alguns dos meus livros lidos e não-lidos.

Não acaba por aí… tem mais esses aqui:

Mais livros lidos & não-lidos
Mais livros lidos & não-lidos.

E por último (no banheiro) o que eu estou lendo:


Na memória do eBook Reader da Sony tem uns 512MB de PDFs.